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Entrevista Lucas Frateschi.

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AGV
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Entrevista Lucas Frateschi.

Mensagem não lida por AGV » 05 Fev 2026, 09:20

Live do Canal Apite Modelismo




Minha opinião / comentário, inclusive postada no vídeo:

Saudações Norberto!

Compartilhei a Live no nosso Fórum de debates, TGVBR 👍🏼👍🏼


E também meus pontos de vista como entusiasta do assunto:


Ouvir o cliente, para não dizer que é essencial, (e aqui me posicionando como um deles), aqui deste lado do balcão, é, no mínimo, muito importante para a empresa ter uma coordenada daquilo que o cliente está sinalizando que deseja encontrar para comprar, por mais que a decisão final seja da empresa, sempre, com seus ônus e bônus.

É claro que as pessoas mudam de ideia, como você diz. Mas não mudam tanto assim. No essencial, existe coerência entre o que elas pedem e o que elas dizem. Há um padrão.

Vou dar dois exemplos claros na linha de produtos:

O primeiro é o vagão limpa-trilhos. Ele não é apenas um item estético; é uma ferramenta. Tem caráter funcional, utilitário. Em certa medida, é até consideravelmente necessário para manutenção, especialmente em trechos mais inacessíveis da maquete, mas foi retirado de linha...

Sinceramente, tenho convicção de que, independentemente de volume de vendas, ele sempre teria ao menos algum índice importante de saída, justamente porque cumpre uma função prática. Produto utilitário não depende só de impulso, mas de necessidade.

O segundo exemplo é o vagão duplo porta-contêiner com três truques, da EFVM. Um modelo específico, básico, característico, diferente de todos os demais na tipologia, função, formato. Um produto único.. Também saiu de linha... E me parece, ainda que eu não tenha os números, que foi descontinuado num momento em que talvez nem tivesse amortizado o próprio molde de fabricação.

Só por esses dois fatores, já haveriam razões suficiente para mantê-lo no catálogo. E se uma vez que a empresa declara que "pensa no cliente de entrada, que tem menos recursos", este, muito provavelmente irá levar tempo pra poder comprar aquele modelo devido a n fatores, financeiro principalmente, mas logístico e contextual pessoal também e sendo esta faixa de menor poder aquisitivo, não encontra consonância com uma declaração feita pela Frateschi no X de que "Se não comprou nesse período de tempo é porquê não quer mais", não, mas sim estes fatores que elenquei acima e num momento em que a pessoa pode comprar, fica sabendo que saiu de linha..

E esta questão de disponibilidade se estende a outros itens menores que praticamente não exigem complexidade logística adicional: Peças de reposição. Rodas, truques, versões diferentes de truques, inclusive com captação de energia para quem quer fazer pequenas modificações. Esse tipo de componente atende diretamente um público que vai além do iniciante mas não necessariamente mais "expert", mas quer aprender mais e aplicar o que aprendeu. Questão de lógica e coerência para consigo mesmo que se propôs a aprender sobre o assunto..

É importante atender o usuário de entrada, claro. Mas existe também esse grupo intermediário — e não estamos falando de linha premium.

O intermediário é o modelista que já faz estas customizações leves, do tipo “monte e encaixe”, pequenas adaptações técnicas, aquelas que ele aprendeu ou bateu o olho e sacou que poderia fazer.. A fabricante poderia atender esse público com custo praticamente zero. Bastaria disponibilizar essas alternativas.

Vou além na sugestão, aqui para a Escala N: Fabricar trilhos. Existe público. Trilho é elemento básico, estrutural, recorrente. Não exige entrar no segmento de material rodante complexo. Trilho é simples de produzir em comparação e tem demanda contínua — retas, curvas, AMVs, variações básicas.
É um item elementar e relativamente simples mas fundamental de uma escala que vem agregando adeptos, principalmente pelo seu grande atrativo: 55% do tamanho do HO, pois espaço é fator crítico em termos gerais, e se, a pessoa compra o material rodante desta escala de fora, havendo oportunidade vai ampliar e havendo no mercado local, melhor ainda!

importante dize que, sendo importado o trilhos acabam sendo proporcionalmente muito mais caros que os trens que frequentemente se encontram sets que ficaram com pouca procura quase a preço de custo por serem itens onde o importador aposta numa demanda desse modelo x da operadora y e este efeito no preço acaba ocorrendo. Já trilho é trilho, é item por onde todos dependem para circular..

E existindo a estrutura pra isso, por quê não??

E aqui vem o ponto positivo da Frateschi: Preço bom e ótimo fluxo do compra no site! Só aquela empresa amarela que não têm ajudado muito..👀

Em resumo: No geral existe coerência no que o público pede....pede, não "está mandando na empresa", que tem sempre a palavra final, ela tem o panorama de seus processos internos, e este público consumidor só está sinalizando: "Se houver disponível a gente compra". 😎

E que na minha percepção, simpkesmente ignorá-los não pareceria uma decisão estratégica tão sensata.

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TRW
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Re: Entrevista Lucas Frateschi.

Mensagem não lida por TRW » 05 Fev 2026, 16:38

Falando como alguém que gosta da marca:

A Frateschi é importante demais para o ferromodelismo brasileiro. Isso não está em discussão. Ela segura praticamente sozinha a indústria nacional e se considerarmos seu porte frente aos outros fabricantes (Prema, etc, que são artesanais) é a única fabrica no segmento...

E dentro de sua proposta de entrada, o produto está coerente. A parte estética está bem resolvida.

Mas tem uma coisa que está pegando no mercado.

Quando ela retira modelos de linha sem explicação clara, o cliente sente como algo arbitrário. Não é nem a retirada em si.
É a empresa tem que decidir portfólio, mas o problema é a imprevisibilidade. O mercado fica com a sensação de que pode investir num padrão, numa linha, e de repente aquilo desaparece.

Num mercado pequeno, previsibilidade é ouro.

E o que gera mais ruído ainda é a reação defensiva quando alguém questiona. Quando a resposta vem no tom “abra sua empresa”, ou "se o cliente não comprou até agora é porquê não vai mais comprar", isso não transmite força, pelo contrário, fragiliza a imagem institucional e coloca uma barreira no diálogo, justamente facilitado hoje pela tecnologia.

E sei que muitas vezes a crítica vem carregada de emoção. O hobby é paixão. Mas justamente por isso a postura institucional precisa ser mais fria, mais estratégica.

Não precisa concordar com o cliente.
Mas quando explica o porquê, se mantém consideração por ele.

Hoje a percepção não é de problema técnico grave. Não é estética. Não é produto ruim. É percepção de postura.

Quanto a questões de repetibilidade mecânica? Sim, tem um espaço para refinamento. Mas isso é detalhe técnico perto do impacto que decisões de portfólio e comunicação têm na confiança.

E aí entra uma reflexão:
Eles querem apenas sobreviver com segurança ou querem consolidar liderança de longo prazo?

Porque liderança não é só fabricar. É conduzir comunidade e aqui se me permite um ponto em relação à "liderança": Não dá pra se falar em "Player de Mercado" pois no Brasil a Frateschi É o Mercado....

Se eu pudesse resumir em uma frase, seria:

O produto sustenta a marca. A postura sustenta o respeito ao cliente.

E respeito, num mercado pequeno, vale mais do que margem.

O mercado brasileiro é ínfimo (simples reflexo direto do tamanho de Economia e Mercado geral há Gerações, o de modelismo apenas acompanha a proporção..) quando comparado a Japão, Estados Unidos ou Europa. Isso impõe limites reais. Mas, justamente por ser pequeno, cada melhoria incremental tem impacto proporcionalmente maior na percepção do público e na consolidação da marca.

A Frateschi possui história, identidade e relevância cultural no ferreomodelismo nacional. O potencial construído ao longo de décadas é sólido. O que se sugere não é mudança de essência, mas evolução proporcional à experiência acumulada.

Coloco estas observações como contribuição construtiva de quem valoriza a marca e deseja vê-la cada vez mais forte.

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